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A maneira Tailandesa
Os
métodos comumente usados por grandes criadores orientais foram retirados
do que nós estamos acostumados a ver nos EUA. Todavia, pode-se argumentar
que os melhores bettas do mundo são produzidos lá. Devido
à origem dos bettas ter ocorrido na Ásia (ainda são encontrados
na forma selvagem na Tailândia, Cambodia e áreas vizinhas), os criadores
não precisam adaptar muito para reproduzí-los e levá-los
à maturidade. Muitos criadores derramam os alevinos dos recipientes
em que eles nasceram para reservatórios rasos e os esquecem até
eles ficarem grandes demais para o recipiente. As condições ideais
para fazer os bettas crescerem são providenciar o clima ideal
e comida, iniciando com daphnia, larva de mosquito e outros pequenos
invertebrados. Os alevinos nadam, crescem e se alimentam de acordo
com a comida oferecida.
A maioria dos criadores entrevistados para a confecção deste artigo
usaram recipientes para desova que absolutamente chocariam os "puristas"
na América que afirmam que bettas só conseguem desovar com
sucesso em tanques espessamente plantados de 10 galões, com uma
coluna d'água de até 5 polegadas. Os recipientes são normalmente
apenas pequenas tigelas e não necessariamente limpos. Alguma coisa
que possa segurar água é suficiente. Atison Phumchoosri, de Bankok,
usa tigelas de aproximadamente 12 polegadas de diâmetro e aproximadamente
3 polegadas e meia de profundidade. "Eu coloco o casal reprodutor
dentro do recipiente com minhas mãos, evitando água de garrafas,
porque eu quero a água da desova sem detritos das antigas garrafas."
Ele tampa a tigela com um pedaço de papelão e então a natureza toma
seu curso. Ele relata que desovas geralmente ocorrem em poucas horas.
Wasan Sattayapun (também de Bangkok) usa uma tigela de cerâmica
como um recipiente para reprodução e declara que ajuda a manter
a temperatura constante para os alevinos. Ele mantém o casal junto
por 4 dias, incomodando-os apenas para checar os ovos. Se nenhum
ovo é encontrado até o 4º dia, ele considera a desova perdida e
retira ambos os peixes para recipientes separados.
Dessa maneira, o casal é nitidamente deixado sozinho para fazer
o trabalho, sem distrações, e eles obviamente, trabalham muito.
Um criador vai checar, periodicamente, o progresso e assim que fica
evidente que a desova ocorreu (geralmente através da observação
dos ovos no ninho), a fêmea é removida e o macho é deixado para
"cuidar do ninho". Ele tem permissão para cumprir suas obrigações
até os filhotes estarem nadando livres, então o pai é removido com
a mão e os filhotes são alimentados imediatamente.
O casal reprodutor é escolhido por causa da sua saúde e vitalidade
e bettas que possuem saúde questionável são rejeitados. Uma
das primeiras coisas que os criadores asiáticos observam para selecionar
o casal é o ninho de bolhas no aquário de macho e as cores brilhantes
da fêmea. Eles são alimentados muito bem, prevendo a desova, com
alimentos ricos e de alta-qualidade. Então, eles ficam em ótimo
estado e capazes de enfrentar os rigores da corte e também de sobreviver
ao período de jejum.
A primeira comida para os alevinos varia de pessoa para pessoa,
mas muitos deles compartilham uma opinião comum - a grande maioria
usa gema de ovo bem cozido amassada dentro d'água e alimentam
com poucas gotas de cada vez ou esfarelam diretamente dentro do
tanque duas vezes ao dia. Os alevinos crescem rapidamente com essa
dieta rica em proteínas e até o menor filhote pode engolir as minúsculas
partículas da gema de ovo que foi dissolvida na água.
Criadores também afirmam usar artêmia recém-eclodida (baby brine
shimp), infusórios e rotíferos. Quando os alevinos são colocados
em reservatórios externos para finalizar o crescimento, alguns criadores
interrompem a alimentação para todos, forçando-os a sobreviver por
conta própria, para terem um melhor preparo físico. Os alevinos
mais fortes perseguem os mais fracos e eles eventualmente morrem.
Deve ser reconhecido que nas áreas em que os criadores trabalham,
os fatores externos como temperatura e qualidade da água são raramente
considerados. Criadores americanos certamente podem e criam os seus
alevinos em tanques externos de uma maneira semelhantemente eficaz,
mas devido aos nossos (dos americanos) climas mais frios isso não
pode ser feito o ano inteiro. Diferenças de temperamento e intensidadade
de cor tem sido noticiadas entre bettas criados externamente
e outros criados em aquários.
Especiais agradecimentos a Atison Phumchoosri e Wasan Sattayapun
por terem ajudado a escrever esse artigo e pelas fotos que eles
gentilmente providenciaram.
Victoria Parnell
By BettySplendens
Pedro Emídio Leite Moraes Ferreira (Tradução)
pedro_emidio@hotmail.com
Estudante pré-universitário. Criador hobbysta
de Bettas splendens. Apaixonado pela genética da espécie, desenvolve
linhagens de cores vivas. Coleciona belíssimos exemplares de exóticas
plantas carnívoras, para as quais também dedica tempo e estudo.
Publicação autorizada: 06/12/2008
Última
Atualização: 22.07.10 13:04
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