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Reconhecendo o dálmata laranja
Desde
que surgiu o primeiro, foi muito visto em lojas de animais por volta
do final de 2004, o conhecido betta laranja tem feito uma tempestade
no hobby. Mas o que exatamente ele é?
Por volta do final de 2004, o grande criador Sarawut Angkunanuwat,
mais conhecido como Siamimbellis
comunicou uma nova cor de betta, dentro do HM Show Betta
Market. Essa era uma outra forma de um peixe laranja sólido com
um vermelho distinguível, laranja escuro, ou padrão cor de damasco
reconhecivel nas nadadeiras. Ele chamou esses peixes de “Dalmatians
Oranges”, e eu fui capaz de adquirir um pouco dele por volta do
tempo em que o primeiro foi comunicado.
Sarawut mandou dois espetaculares machos e, de brinde, 2 fêmeas
da mesma ninhada. Enquanto os machos eram inteiramente manchados,
nenhuma das fêmeas mostravam o padrão dálmata.
Eu cruzei os machos dentro da minha linhagem vermelha e a primeira
geração rendeu 100% vermelhos e cambodias vermelhos, nenhum deles
mostravam alguma característica do padrão. Suponho que algum padrão
do peixe poderia ter sido mostrado, mas estava coberto ou misturado
ao vermelho normal, efetivamente fazendo o padrão invisível. Infelizmente,
eu não fui capaz de perseguir a próxima geração com alevinos deste
lote, pois perdi todos durante uma poderosa tempestade de inverno
em 2004.
As fêmeas eu consegui salvar, e cruzei-as com meu laranja sólido
da linhagem do Ralph Tran. Dessa geração, aproximadamente 30% teve
nadadeiras vermelhas reconhecidas com semanas de idade; outros 20%
desenvolveu vermelho reconhecivel quando mais velhos.
A linhagem original Orange Dalmatian HM foi algo mais acidental.
Em 2003, Sarawut primeiro noticiou um estranho padrão nos VTs (Veil
Tails) no mercado local; impressionado, ele perguntou aos criadores
locais como tentar desenvolver essa linhagem. Através de cruzamentos
de VTs escolhidos e sólidos HMs laranjas, eles realizaram exatamente
isso, apresentando o peixe para Sarawut em média 18 meses depois.
Sarawut cruzou esses HMs na suas famosas linhagens estabilizadas
e pouco depois foi ativamente produzindo espécimes de reconhecidos
bettas orange já vistos.
O salto óbvio é que a camada conhecida é de alguma forma
próxima ao mármore. Porém existe bastante e significativas diferenças
entre o mármore e o chamado padrão dálmata, que deixam um criador
curioso se genes completamentes são responsáveis por cada uma delas.
A mais notável diferença é a classificação da iridescência. Mármores
comportam-se com uma dominância parcial, que significa que quando
você cruza um peixe mármore com um sólido você sempre terá alguns
mármores, alguns sólidos e alguns BF. Raramente você vai ter todos
mármores, mesmo quando cruzar mármore x mármore. Mas
Dálmatas produzem como um gene dominante, sobrepondo tudo
e afetando quase todos os membros da ninhada com um laranja escuro
ou manchas vermelhas nas nadadeiras. Isso apenas parece afetar os
peixes não-vermelhos-amarelo, laranja e azul/amarelo ou azul/laranja
bicolores – e não iridescentes ou vermelhos. Eu suponho (mas eu
isso ainda não foi testado) que cruzando uma Orange Dalmatian com
um peixe iridescente vai produzir uma geração com manchas afetando
áreas amarelas na F2.
Outra grande diferença é a estabilidade do padrão. Mármores tem
sempre sido notados pela mudança de padrão ao longo do tempo, as
vezes transformando completamente diferentes cores de peixes. Isso
tem sido uma característica mármore desde que o padrão foi introduzido
por Walt Maurus, através do criador Orville Guelley. No dálmata
laranja, ao contrario, as manchas e os pontos nas nadadeiras quase
nunca. Se alguma vez, mudarem, deixam resíduos estáveis por toda
a vida do betta.
Tem sido largamente declarado que desde vermelho ou amarelo são
basicamente o mesmo gene (amarelo é uma forma mutante de vermelho),
vendo ambos vermelho e amarelo no mesmo peixe é impossível. Da mesma
forma, NR1 (amarelo) e NR2 (laranja) [NR = Non-Red = Não-vermelho],
são diferentes formas de não-vermelhos, não são supostamente capazes
de existirem juntas. Mas, a aparição desse novo peixe manchado tem
jogado essas teorias completamente pela janela! Não apenas nós temos
visto amarelos com manchas laranjas, como temos visto laranjas com
manchas vermelhas e amarelos com manchas vermelhas. Qualquer combinação,
uma das regras básicas parece ser que as manchas devem ser mais
escuras que a base. Não laranjas com manchas amarelas ou vermelhos
com manchas laranjas nada disso – ainda.
Mas pode existir outra resposta...
Quando discutimos o dálmata laranja um dia com o grande criador
campeão do IBC, Dan Young, ele levantou um ponto interessante, a
existência de amarelos manchados de preto que ele, por acaso, obteve
na sua criação muitos anos atrás. Em 1999, Young teve um macho puro
melano da linhagem do Bonnie MvKinley, que estava sob séria avaliação
para BOSM em uma exposição do IBC. Ultimamente o peixe não estava
classificado devido a falta da típica falha de irisdescencia, mas
na volta pra casa Young dividiu um táxi com um geneticista do IBC
chamado Dr. Gene Lucas, que tinha comprado uma boa fêmea amarela
do Jim Williams na mesma exposição. Young perguntou a Lucas se ele
saberia qual o melhor método para limpar a iridescência na sua linhagem
de melanos e a idéia de cruzar melanos com amarelos foi suferida.
Lucas cedeu sua nova fêmea para o projeto, e Young cruzou-a com
o seu macho melano.
Desde que a fêmea amarela não carregava o gene melano, e o melano
macho não carregava não-vermelho, a primeira geração foi, esperadamente,
todos muticores. As nadadeiras dessa geração foram decepcionantes.
Então Young finalizou descartando muitos deles e não levando realmente
essa linha adiante. Um dos hobbystas que recebeu peixes dessa ninhada
executou uma F2, mas estava tendo problemas com o desenvolvimento
deles. Ele devolveu-os para Young, que abandonou essa ninhada. Mais
do que isso, também descartou por serem multicolores, mas um melano
macho foi notado em um grupo pequeno e ele foi separado para aumentar
o seu progresso.
Ele estava desenvolvendo um bom peixe quando chegou o dia em que
Young noticiou manchas amarelas, como uma salamandra tigre, na sua
nadadeiras caudal. Ele imediatamente trouxe o peixe para Gene, que
batizou-o de Amarelo manchado de Melano (preto). Quando ele cruzou
o macho com suas irmãs da mesma ninhada, foi revelado que todos
os melanos mostraram a distinguível mancha amarela nas nadadeiras,
alguns deles foram totalmente impressionantes. Lucas escreveu um
artigo sobre a YSM, para a revista FAMA e o betta ficou famoso do
dia para a noite. Outros estavam tentando o cruzamento Melano X
Amarelo e obtendo resultados similares.
Também é interessante notar que Sarawut tem ofertado a linha dos
Melanos manchados de amarelo, alguns deles tem manchas laranjas,
em lugar de amarelo. Isso pode conduzir a uma das curiosas dicas
sobre uma relação para o Dálmata Laranja. Pode ser notado
que Sarawut negou que as duas estão próximas e declarou que
sua YSM [YSM = Melano c/ Manchas Amarelas] linhagem teve um resultado
do cruzamento melano com NR (laranja ou amarelo) [NR = Non-Red =
Não-vermelho].
Mas o desenvolvimento independente dos peixes YSM [YSM = Melano
c/ Manchas Amarelas] e Dálmatas não significa que eles não
são próximos geneticamente. Claramente o padrão veio, de alguma
forma, junto com a mutação não-vermelha. No artigo escrito pelo
Dr. Lucas, para a recista FAMA, ele declara que estava inseguro
sobre o que causou a anomalia. Existe alguma conjectura que pode
ter sido resultado de um gene dividido, mas a taxa de irisdescência
anula essa teoria. Quando eu fiz essa pergunta ao Dr. Leo Buss,
ele respondeu dessa forma: “Seria interessante ver essas nadadeiras
no miscroscopio. Eu não tenho dificuldades, biologicamente falando,
com a ocorrência de machas vermelhas em peixes não-vermelhos.
Os problemas para mim são: Qual o fenótipo no nivel da célula? Qual
a iridescência padrão? Ambos são questões prontamente respondidas
– Embora precisem de uma grande quantidade de trabalho.
Embora impressionante e inegavelmente bonito, outra dificuldade
aparece quando criadores e donos tentam expor esses Dalmatians.
O padrão manchado é considerado uma falta pelos padrões do IBC para
sólidos e peixes bicolores. Ao mesmo tempo, o padrão não é sempre
consistente o suficiente para conseguir ir bem na Classe Padronizada,
também. Tem sido algum sucesso nas amostras sobre as variações da
forma e nadadeiras.
Um desses dias alguém vai ver no níivel celular dos
Dálmatas e será capaz de nos falar como isso aconteceu. Até
lá, espero que outros continuem cruzando e desenvolvendo esse tipo.
Eu apenas recomendaria ter cuidado com isso. Ter certeza para manter
as linhagens Dálmatas separadas das não-dálmatas, ou você pode terminar
arruinando seus sólidos não-vermelhos com manchas devastadoras.
Victoria Parnell
By BettySplendens
Pedro Emídio Leite Moraes Ferreira (Tradução)
pedro_emidio@hotmail.com
Criador hobbysta de Bettas splendens.
Apaixonado pela genética da espécie, desenvolve linhagens de cores
vivas. Coleciona belíssimos exemplares de exóticas plantas carnívoras,
para as quais também dedica tempo e estudo.
Publicação autorizada: 09/12/2008
Última
Atualização: 22.07.10 13:04
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