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Proposta para ajuste dos padrões do IBC, para os Plakats

Artigo publicado na revista FLARE (Jornal do IBC) - em março/abril de 2008, volume 41, n° 5.

 

 


Motivação:

Padrões de exposição sempre estarão sujeitos a mudanças e são influenciados pelo que está sendo criado no mundo. Deste modo, metas novas e mais altas são fixadas. Elas [as metas], sempre foram o que influenciou tudo, quando olhamos para a história de nossos padrões [e sua evolução]. Primeiro, vários criadores dedicam os seus programas de desenvolvimento de um tipo novo, que precisa de tempo para ser aceito no cenário [dos demais criadores]. A um certo ponto, isto conduzirá normalmente a um ajuste do padrão [à medida que] estes novos tipos se tornem cada vez mais apreciados entre os aficionados. Foi o trabalho intensivo de Paris Jones, Peter Goettner, Guy Delaval, Rajiv Massilamoni, Laurent Chenot e Jeff Wilson que conduziram ao desenvolvimento do Half Moon. Embora [tenha levado] algum tempo [para que este novo tipo - o HM] fosse aceito nas exposições de bettas, isto finalmente conduziu à criação do padrão de Half Moon como nós, hoje, estamos familiarizados com ele. Uma coisa semelhante aconteceu ao padrão de Crown Tail depois de Ahmad Yusuf e Henry Yin que criaram este tipo de barbatana começaram a apresentá-los nas exposições.

No passado os clubes de bettas estavam isolados por países, ou até mesmo, [em] regiões dentro de um mesmo país, mas a internet tornou possível unir os aficionados por bettas do mundo inteiro. Pessoalmente penso que isto também se aplica ao International Betta Club (IBC). Embora [a palavra] "Internacional" [já fizesse parte, há] muito tempo, do nome do clube, eu penso que a internet [somente agora] tornou realmente isto possível ao IBC para alcançar um público maior, internacional. Até agora o IBC possui sócios de todas as partes do mundo e se nós quisermos fixar um padrão de alta qualidade, que seja aceito por criadores [em todo mundo], é importante envolver [todos] estes nesta discussão.

Os Plakats estão ganhando popularidade cada vez maior no mundo dos bettas. Durante vários anos os Plakats tradicionais (assimétricos) eram os únicos tipos vistos nas exposições, mas a febre dos Half Moon também disparou uma evolução do betta de caudal curta, conduzindo a um segundo tipo de Plakat, o Plakat de exposição assimétrico. Mais adiante, [através de] procriação seletiva e de contínuo esforço para [se conseguir] simetria, conduziu ao desenvolvimento de um terceiro tipo de caudal curta, o Plakat de exposição simétrico.

Eu estou extremamente contente que todas as três classes sejam reconhecidas agora oficialmente pelo IBC, [cada uma delas] com o seu próprio padrão. Isto torna o padrão de Plakat sem igual, em comparação aos outros padrões como três subtipos diferentes de caudal curta, cada [qual] reconhecido oficialmente como classe em separado.

Eu tenho dedicado meu programa de criação de Plakats durante vários anos. Embora eu não seja juiz do IBC, eu tenho um pouco de experiência com julgamento de peixes de exposição, aqui na Europa, e durante anos eu observei muitos peixes em meu próprio criatório, bem como, peixes de outros criadores. Eu gasto algum tempo para estudar os atuais padrões do IBC para Plakats, e eu senti que algumas coisas deveriam ser ajustadas.

Em primeiro lugar eu penso que um padrão, independente do tipo [que descreva], deveria ser acompanhado com exemplos claros que [estejam à altura] das regras escritas para prevenir confusão. Quando olhamos os padrões atuais para os três tipos diferentes de Plakats, eu penso não ser este o caso.

Em segundo lugar, eu penso que os padrões atuais deveriam estar sob [revisão] para criar uma distinção mais clara entre os três tipos diferentes de Plakats. O padrão atual foi mudado constantemente, [sempre] somando algo através dos anos. Esta é, também, provavelmente uma das causas da confusão/desentendimento [que ele propicia]. Por favor não me interpretem mal, eu não quero atacar ou ofender qualquer um com este artigo, mas só quero estimular uma discussão saudável relativa a este assunto. Eu, pessoalmente, amo criar Plakats, então, ter um bom padrão que represente os três tipos diferentes de Plakats é muito importante para mim.

Porque nós estamos lidando agora com três tipos diferentes de Plakats, que foram evoluídos um do outro através de anos de criação seletiva, isto também criou muito "tipos intermediários" que, às vezes, são difíceis de se encaixar em uma certa classe de exposição. Em meu artigo "A Trilogia de Plakat!" ["The Plakat Trilogy!"] que foi publicado na edição FLARE, de setembro/outubro de 2007, eu já tentava formular meus pensamentos relativos a este assunto. Como eu também mencionei nessa introdução, meu artigo se baseava em minha visão pessoal e só em parte se sobrepôs aos padrões atuais do IBC. Em resposta ao meu artigo, Dan Young fez alguns esboços de modo a explicar e visualizar o padrão de IBC atual para os três tipos de Plakat. Estes esboços foram publicados em um artigo escrito por Sieg Illig e Dan Young na edição FLARE, de janeiro/fevereiro de 2008.

Esboços do Dan Young, publicados na revista FLARE, em janeiro/fevereiro/2008

Pessoalmente tenho certa preocupação com respeito ao padrão atual para os três tipos de Plakats e os desenhos/exemplos que os acompanham:

  • Plakat tradicional (assimétrico): pessoalmente penso que o esboço de Dan Young mostra muito bem como um Plakat tradicional (assimétrico) deve se parecer. Com respeito a este tipo, eu penso que o maior espalhamento de raios, de forma ideal, deva ser 2 R (ramificação primária) [já que] os Plakats tradicionais (assimétricos) no começo [de tudo] são os mais próximos dos tipos selvagens, que também mostram uma ramificação primária em suas caudais.

    Exemplo de dorsal no atual padrão do IBC para o Plakat tradicional assimétricoOs Plakats tradicionais (assimétricos) são os caudais curtas equivalentes aos bettas com caudais [longas] em véu (Veil Tail) que, de forma ideal, também apresentam uma ramificação primária na caudal. No atual padrão, as caudais 4R (ramificação secundária), também, são permitidas para os Plakats tradicionais (assimétricos).

    A base da dorsal não deveria ser permitida mais larga que 1/3 da largura da anal. Quando nós olhamos no exemplo a forma da dorsal representada como descrita no padrão atual, eu penso que esta deveria ser mudada para um exemplo melhor o que represente o que está descrito no padrão. O exemplo atual está longe do ideal como os primeiros raios estão muito curtos e a base da dorsal está muito larga para este tipo tradicional. As ventrais deveriam ser longas e finas. Deste modo as características "tradicionais" são preservadas [dentro] deste tipo clássico.

  • Plakat de exposição assimétrico: Por um lado o IBC parece querer criar um padrão com uma distinção clara entre os três tipos, mas, quando se olha o padrão atual e os esboços acompanhando a diferença entre o Plakat tradicional (assimétrico) e plakat de exposição assimétrico, [esta] é muito mínima. Mais adiante, quando olhamos o exemplo de Plakat de exposição que está publicado no atual padrão, ele não representa o que está escrito no texto deste padrão. O exemplo mostra um peixe não balanceado no qual as formas da dorsal, da caudal e da anal, não correspondem com as formas ideais descritas no atual padrão, [bem como,] nos esboços [que o] acompanham.

    Eu penso que todos os criadores de Plakats podem facilmente [apontar] a diferença entre os Plakats tradicionais (assimétricos) e os Plakats de exposição simétrico, mas, em minha opinião, o principal problema repousa [em se buscar uma] definição [mais clara para] o Plakat de exposição assimétrico no padrão atual, [que o diferencie do Plakat assimétrico tradicional].

    As características clássicas já são preservadas no Plakat tradicional (assimétrico), mas com a criação do Half Moon, os Plakats foram levados, também, ao próximo nível. De acordo com o padrão do IBC atual a única diferença entre o Plakat tradicional (assimétrico) e o Plakat de exposição assimétrico é o formato em D (maiúsculo) da caudal. Em minha opinião a diferença é muito maior!

    Exemplo de um Plakat de exposição assimétrico de acordo com o atual padrão do IBCO cruzamento de Plakats tradicionais (assimétricos) com Half Moons de caudal longa, para criar Plakats de exposição assimétricos, além de um aumento na ramificação na caudal, também, introduziram mais espalhamentos de raios em ambas, anal e dorsal. Também não deveríamos esquecer da influência do gene caudal dupla (Double Tail) com respeito à criação de dorsais mais largas, com maior volume (como, também, [acontece] com os nossos Half Moons de caudal longa). Não penso que nós podemos negligenciar isso. Por favor não me entendam erradamente aqui, eu não penso que as dorsais deveriam ser tão largas quanto [aquelas que vemos] nos Plakats simétricos de exposição, mas penso que deveríamos lhes permitir ter uma base levemente mais larga do que aquela que vemos no Plakat tradicional (assimétrico).

    Eu sugeriria que a base da dorsal, em sua forma ideal, deveria ser permitida ter, no máximo, metade do comprimento da largura da anal (mas, ainda mantendo a aparência assimétrica). De acordo com o padrão atual, a anal do Plakat de exposição assimétrico deve ter uma ponta como vista no Plakat tradicional (assimétrico), e a ausência desta [sendo considerada] como uma falta grave.

    Na prática a forma da nadadeira anal nos Plakats de exposição assimétricos é, também, diferente daquela vista nos Plakats tradicionais (assimétricos). Onde os Plakats tradicionais (assimétricos) têm a ponta voltada para trás, os Plakats de exposição assimétricos normalmente têm uma anal mais gradual (sem uma ponta tão evidente). Mais adiante eu penso que as ventrais do Plakat de exposição assimétrico deveriam ter uma aparência mais cheia que aquelas que vemos nos Plakats tradicionais (assimétricos) e deveria atingir o comprimento do raio mais longo da anal. Deste modo ainda preservamos uma clara aparência assimétrica, mas obtemos com isto, uma maneira diferente [na aparência quando comparada] com os Plakats tradicionais (assimétricos), e assim se cria um tipo claramente distinto.

  • Exemplo de um Plakat de exposição simétrico, de acordo com o atual padrão do IBCPlakat de exposição simétrico: O Plakat de exposição simétrico é o [betta de] caudal curta equivalente ao Half Moon dos caudais longas. Em minha opinião a diferença entre o Plakat de exposição simétrico e o Plakat de exposição assimétrico é, principalmente, causada pelo formato/comprimento da anal [sendo esta] a chave determinante pela aparência assimétrica/simétrica.

    Outros fatores de importância são a largura da dorsal que é mais retangular no Plakat simétrico e, certamente, o formato/comprimento das ventrais.

    De maneira ideal, penso que nós deveríamos permitir [que] a base do dorsal seja, no máximo, 3/4 da largura da anal considerando que, para as ventrais fosse permitido serem ligeiramente mais longas que o comprimento dos raios na anal (comprimento máximo de 1/3 da largura da anal).

    Quando nós olhamos o exemplo de Plakat de exposição simétrico tal qual é publicado no padrão atual, eu não penso que este seja um tipo que represente o [que se tem atualmente entre os criadores].

    O exemplo realmente mostra um peixe com uma aparência mais simétrica, mas, também, com muitas falhas, tais como os raios desarrumados/danificados em todas as três nadadeiras não pareadas [dorsal, caudal e anal] e as ventrais pequenas, curto e grossas.

Depois de discutir minhas considerações com Dan Young via e-mail, ele me pediu que escrevesse meus pensamentos relativos a este assunto, na forma de uma proposta oficial [ao IBC], e Stuart Scott subseqüentemente me pediu que fizesse um artigo para publicação [na revista] FLARE. Observando muitos peixes diferentes de todos os três tipos, e medindo as dimensões dos mesmos, eu tentei escrever uma proposta [que contivesse], inclusive, faltas e exemplos. Eu tentei visualizar as dimensões propostas por alguns esboços, e meu amigo Stefan Psarakos da Austrália fez alguns desenhos excelentes que dão uma apresentação mais realista sobre o que a minha proposta [deseja mostrar].

Adicionalmente, eu também quero chamar a sua atenção para outro desenvolvimento que enormemente influencia os bettas de exposição, como nós vemos hoje: o "Rose Tail".

Ao término de 2005 eu decidi escrever minhas preocupações em um artigo que foi publicado na edição de março/abril de 2006, da revista FLARE. Neste artigo quis informa as pessoas que nós deveríamos ser cautelosos com esta característica em nossos projetos de procriação.

Sim, trabalhando com Rose Tails [temos] um atalho para resultados [mais] rápidos, mas se não tivermos cuidado com estes [os Rose Tails], na maioria dos casos, também resultará cada vez mais e mais, [em casos de] Rose Tails (extremos) que aparecem nas gerações subseqüentes. Inicialmente a maioria das pessoas não acreditou que os Rose Tails mais extremos pudessem ser uma ameaça a nosso belo passatempo, mas eu penso que [baseado nos resultados das] experiências de criadores, que estes deveriam ser cada vez mais cuidadosos [ao manipular] esta característica.

Infelizmente as formas extremas ainda são usadas em propósitos de procriação por muitos criadores porque eles, como mencionei mais cedo, [elas - as formas extremas de Rose Tails] oferecem uma rota rápida [na obtenção] de nadadeiras Half Moon em algumas gerações.

[Os Rose Tails] são oferecidos à venda no Aquabid e, para meu desapontamento, eles são vistos cada vez mais freqüentemente, até mesmo, em exposições. Em minha opinião, estas formas mais extremas não [podem fazer parte] de uma exposição, devido às seguintes características:

Aparência desequilibrada (conjunto de nadadeiras pequeno em comparação ao corpo) - uma aparência ideal [sugere que] o tamanho do conjunto de nadadeiras deva estar em proporção com o tamanho/volume do corpo.

Apresentação desarrumada das escamas - uma arrumação ideal das escamas deve ser suavemente alinhada e [com escamas de semelhantes em tamanho] e apresentando uma distribuição simétrica no corpo.

Cor de corpo pálida - nos bettas normais a cor é normalmente mais intensa e melhor distribuída.

Ramificação excessiva conduzindo a uma caudal em forma de diamante/[ou formato de] rosa, com os raios exteriores [da caudal] encurvados em direção à cabeça [do peixe], [ao invés de apresentar] uma caudal [em forma de um] D [maiúsculo] com raios retos.

Com respeito ao três tipos de Plakat descritos neste padrão, estes problemas serão encontrados, prováveis, na classe de Plakat de exposição assimétricos e na de Plakat de exposição simétrico por causa de suas relações com a caudal Half Moon e a seleção por múltiplas ramificações.

Eu penso que o problema dos "Rose Tail" não seja tanto uma questão de padrões defeituosos, mas, mais como estes padrões são interpretados. Em minha opinião é tarefa do IBC educar e advertir os juizes, aficionados e/ou criadores sobre estes problemas para criar bettas de exposição de alta qualidade e saudáveis. [Devido a essa preocupação], então, também adicionei um comentário em minha proposta [de mudança de padrão] relativo a este assunto.

No fórum Bettas4all a discussão neste tópico cresceu para uma discussão internacional onde os criadores de plakat do mundo inteiro participam para expressar a sua opinião relativa a este assunto.

Se você está interessado em ler mais [sobre este assunto], clique no endereço http://www.bettas4all.nl (inscrição é necessária para prevenir postagens de SPAM).

Eu espero ter podido explicar meus pensamentos/motivações relativos a este assunto, com estes comentários adicionais. As próximas páginas deste documento consistem na proposta atual para ajuste dos padrões de Plakats do IBC.

Eu espero que o quadro de juizes do IBC estará aberto às sugestões que fiz nesta proposta, e que esta proposta contribua para uma meta melhor dentro de nosso passatempo.

Obrigado por seu tempo e atenção.



Proposta de novo padrão para Pkakats:

Plakat tradicional assimétrico
Plakat traditional assimétrico
(Stefan Psarakos)



Plakat assimétrico de exposição
Plakat assimétrico
de exposição
(Stefan Psarakos)



Plakat simétrico de exposição
Plakat simétrico
de exposição
(Stefan Psarakos)

Bettas de caudal curta ganharam muita popularidade no mundo dos bettas por causa da sua aparência robusta e compacta.

Eles freqüentemente também têm a vantagem sobre os bettas de caudal longa [no que diz respeito] a suportarem melhor as suas caudais ao longo da vida e são menos propensos a [apresentarem] as nadadeiras rasgadas.

Bettas de caudal curta, também, conhecidos como Plakats têm as formas mais próximas do tipo selvagem do Betta splendens.

Por anos, os criadores tailandeses desenvolveram esta forma [os Plakats] a partir dos bettas selvagens capturados na natureza para aprimorar sua natureza lutadora, estilo, robustez, tamanho e cor.

Esta prática de procriação seletiva foi o suporte das cores diferentes e tipos de caudais que conhecemos atualmente.

Durante muitos anos o tipo (assimétrico) tradicional de Plakat era o único visto em exposições de bettas, mas a febre dos Half Moon (HM) também conduziu à evolução do tipo de caudal curta.

Cruzando o tipo tradicional de Plakat com os [bettas de caudal longa] Half Moon, levou ao desenvolvimento do Plakat Half Moon.

A aparência destes peixes, de um modo geral, é assimétrica e está combinando as características, tanto do Plakat (assimétrico) tradicional, quanto dos Half Moons.

Além [do aumento] da divisão dos raios na caudal, o cruzamento com os Half Moons caudal longa, também introduziu mais divisões de raios nas nadadeiras anal e dorsal e aumentou a forma e o volume.

Ambos os tipos [Plakats e HM] têm uma notória aparência assimétrica que é principalmente causada pelos raios estendidos da parte (posterior) traseira da caudal, mas também pelo comprimento e forma das ventrais e da dorsal.

Em 2005 o IBC oficialmente diferenciou os Plakats (assimétricos) tradicionais dos Plakats (assimétricos) de exposição, criando um padrão separado para cada uma das formas.

Quando criamos Half Moons de caudal longa, a última meta é um peixe com uma aparência equilibrada. O interesse crescente em Plakats de exposição assimétricos conduziu ao desenvolvimento de outro tipo de Plakat, o Plakat simétrico.

Este [último] tipo é um [Plakat] de caudal curta [que está, para os Plakats, o mesmo que os HM estão para os bettas de caudais longas], e é freqüentemente conhecido como "Short Moon".

Em 2007 este tipo foi reconhecido oficialmente pelo IBC, com a criação de um terceiro padrão de Plakat.



PLAKAT TRADICIONAL ASSIMÉTRICO

Plakat tradicional assimétrico

  • Aparência geral: A aparência assimétrica é principalmente causada pelo comprimento e forma da anal, mas, também pela largura, comprimento e forma das ventrais e dorsal.

  • Corpo: os Plakats (assimétricos) tradicionais têm o formato de corpo mais esbelto dos três tipos [a saber: assimétrico tradicional, assimétrico de exposição e simétrico de exposição].

    O corpo também não deve ser tão [diferente daqueles dos bettas com caudais longas].

    A linha de topo, [que vai] da boca até a dorsal, deve ser suave sem mergulhos e inchaços.

    A parte debaixo do corpo deve ser quase simétrica [com a parte superior do corpo] (quase como uma imagem de espelho quando a pessoa coloca uma linha imaginária passando pelo meio do corpo do betta) e com um pedúnculo forte.

    As escamas no corpo devem ser bem alinhadas.

  • Dorsal: A dorsal pode ter uma aparência uniformemente arredondada ou com uma ligeira ponta para trás.

    A base da dorsal é igual a 1/3 da largura da anal.

    A parte traseira (posterior) da dorsal sobrepõe a parte superior da caudal.

    Os raios dianteiros da dorsal não devem ser muito pequenos.

    Sobreposição da dorsal no corpo não é desejável.

  • Caudal: A caudal tem uma expansão de 180 graus com extremidades arredondadas. A forma geral pode ser, tanto arredondada, ou ligeiramente com o formato de pá.

    No caso do formato de pá a ponta é situada no meio da caudal.

    No meio da caudal, o comprimento dos raios que partem do pedúnculo até a borda da caudal deve ser igual a 1/2 da largura da anal (no caso de uma caudal com o formato de pá, [esta proporção deve ser] ligeiramente maior).

    O alcance de abertura na caudal não é causado pelo aumento da ramificação, mas, [sim], pelo aumento da malha [do tecido] entre os raios.

    A caudal [de início] mostra uma ramificação primária (2 raios [ou 2R]).

  • Anal: A barbatana anal tem uma forma trapezoidal com a parte da frente (anterior) menor que a parte traseira (posterior).

    A extremidade dianteira pode ser um pouco arredondada enquanto que a parte traseira fecha com um ponto visível.

    O maior raio da anal (o posterior), preferencialmente, deve ser duas vezes mais longo que os raios exteriores da caudal (2/3 da largura da anal).

    Durante [o expandir das nadadeiras], a parte anterior da anal deve ser ligeiramente direcionada para frente, [enquanto que] a parte posterior deve se sobrepor à parte inferior da caudal.

  • Ventrais: A forma das ventrais imita a lâmina de uma faca com a extremidade cortante dirigida para trás.

    As ventrais são longas e esbeltas, iguais em tamanho e não cruzam uma com a outra.

    O comprimento das ventrais deve ser igual a, pelo menos, 2/3 e até, no máximo, a 3/4 de largura da anal.

  • Peitorais: Iguais a de qualquer outro betta de exposição.

FALTAS NO FORMATO E NADADEIRAS
PLAKAT TRADICIONAL (ASSIMÉTRICO)

  1. Base dorsal < 1/3 da largura da anal (falta secundária).
  2. Raios frontais (anteriores) da anal e/ou da dorsal são muito pequenos (falta secundária).
  3. Dorsal e/ou anal apresentam ramificações primárias (falta secundária).
  4. Abertura da caudal > 165°, mas < 180° (falta secundária).
  5. Ramificação da caudal maior que 2R, até 4R (falta secundária).
  6. Comprimento das ventrais < 2/3 ou > 3/4 da largura da anal (falta secundária).
  7. Base da dorsal > 1/3 da largura da anal (falta grave).
  8. O comprimento do raio mais longo da anal é menor ou mais longo que duas vezes o comprimento do raio exterior da caudal (falta grave).
  9. Barbatana anal sem a ponta característica (falta grave).
  10. Abertura da caudal < 165° (falta grave).
  11. Ramificação da caudal maior que 4R (falta grave).
  12. Corpo muito pequeno ou excessivamente robusto e pesado (falta grave).
  13. Corpo extremamente esbelto comparável a alguma espécie selvagem de Betta (falta grave).

    TODAS AS OUTRAS FALTAS APLICÁVEIS AOS BETTAS CAUDAL LONGA, [TAMBÉM], SE APLICAM NO JULGAMENTO DOS PLAKATS.

Plakat tradicional assimétrico, criado por Dong - Tailândia
Plakat tradicional assimétrico, criado por Dong - Tailândia
Plakat tradicional assimétrico, criado por Daniella Vereeken - Bélgica
Plakat tradicional assimétrico, criado por Daniella Vereeken - Bélgica
Plakat tradicional assimétrico, criado por Wasan Sattayapun - Tailândia
Plakat tradicional assimétrico, criado por Wasan Sattayapun - Tailândia
Plakat tradicional assimétrico, criado por Sven Gudd - Alemanha
Plakat tradicional assimétrico, criado por Sven Gudd - Alemanha



PLAKAT ASSIMÉTRICO DE EXPOSIÇÃO

Plakat assimétrico de exposição

  • Aparência geral: A aparência assimétrica é principalmente causada pelo comprimento e forma da anal, mas também a largura, comprimento e forma das ventrais e da dorsal desempenham um papel importante.

  • Corpo: Os Plakats assimétricos de exposição têm um corpo mais cheio que o Plakat (assimétrico) tradicional.

    O corpo também não deve ser maior/menor em comparação com o [conjunto de nadadeiras]. A linha de topo "boca-dorsal" deve ser suave sem mergulhos e inchaços.

    A parte de trás do corpo deve ser quase simétrica (como uma imagem de espelho quando a pessoa imagina uma linha passando pelo meio do corpo) com um pedúnculo forte.

    As escamas no corpo devem estar bem alinhadas.

  • Dorsal: A dorsal tem a forma de um semicírculo que se abre como uma pá de ventilador.

    A base da dorsal é igual a 1/2 da largura da anal. Na situação mais ideal a dorsal se sobrepõe à parte superior da caudal.

    Os raios dianteiros (mais próximos à cabeça) devem ser comparáveis em tamanho aos outros raios e têm que estar direcionados para frente.

    A extremidade dianteira superior, ou pode ser pontiaguda, ou ligeiramente arredondada.

    A capacidade de abertura da dorsal para se abrir como uma pá de ventilador é conseguida por um aumento na ramificação dos raios da mesma e, possivelmente, em um ligeiro aumento [no número] de raios.

    Sobreposição da dorsal sobre o corpo não é desejável.

  • Caudal: A expansão da caudal é 180°, tem raios retos, extremidades afiadas e a forma de um semicírculo (como a letra maiúscula D).

    No meio da caudal, o comprimento dos raios que saem do pedúnculo em direção à extremidade exterior deve ser igual a 1/2 da largura da anal.

    O espalhamento dos raios deve ser distribuído uniformemente com 4 raios [4R - espalhamento secundário] ou mais, sem ficar muito excessivo.

    Uma abertura de caudal maior que 180° (over Half Moon, oHM) não é [tão] desejável quanto uma expansão de [somente] 180°.

  • Anal: A barbatana anal tem uma forma de trapezóide com os raios dianteiros (parte anterior) menor que os raios traseiros (parte posterior).

    Da frente para a parte de trás a anal mostra uma rampa gradual sem uma ponta afiada.

    O raio mais longo da anal idealmente deveria ser duas vezes mais longo que os raios exteriores da caudal.

    Durante a expansão das nadadeiras, [a parte frontal] deve ser direcionada para frente e a parte de trás deve se sobrepor à mais baixa parte da caudal.

  • Ventrais: A forma das ventrais imita a lâmina de uma faca com a extremidade cortante dirigida para trás.

    As ventrais têm uma aparência cheia, são iguais em tamanho e não cruzam uma com a outra.

    O tamanho das ventrais deve ser igual ao raio mais longo da anal.

  • Peitorais: Iguais a de qualquer outro betta de exposição.

FALTAS NO FORMATO E NADADEIRAS
PLAKAT ASSIMÉTRICO DE EXPOSIÇÃO

  1. Base da dorsal < 1/2 da largura da anal (falta secundária).
  2. Anal e/ou dorsal sem ramificação primária (falta secundária).
  3. Raios anteriores (frontais) da anal e/ou da dorsal são muito pequenos (falta secundária).
  4. A [parte dianteira] da anal é muito arredondada (falta secundária).
  5. Comprimento das ventrais é menor que o mais longo raio da anal (falta secundária).
  6. Ramificação da caudal menor que 4R (ramificação secundária, 4 raios).
  7. As extremidades da caudal são arredondadas (falta secundária).
  8. Os raios externos da caudal são ligeiramente encurvados (falta secundária).
  9. O comprimento do maior raio da anal é menor ou maior que duas vezes o comprimento do raio exterior do caudal (falta grave).
  10. Base da dorsal > 1/2 de largura da anal (falta grave).
  11. Anal apresenta uma ponta (falta grave).
  12. Abertura da caudal < 180 graus (falta grave).
  13. Os raios externos da caudal são fortemente encurvados para fora (falta grave).
  14. Excessiva ramificação na caudal, dorsal e/ou anal perturbando a aparência suave do conjunto de nadadeiras (falta grave).
  15. Corpo muito pequeno, [muito] esbelto ou [muito] largo (falta grave).

    TODAS AS OUTRAS FALTAS APLICÁVEIS AOS BETTAS CAUDAL LONGA, [TAMBÉM], SE APLICAM NO JULGAMENTO DOS PLAKATS.

Plakat de exposição assimétrico, criado por Joep van Esch - Holanda
Plakat de exposição assimétrico, criado por Joep van Esch - Holanda
Plakat de exposição assimétrico, criado por Andi & Phil Umminger - Alemanha
Plakat de exposição assimétrico, criado por Andi & Phil Umminger - Alemanha
Plakat de exposição assimétrico, criado por Rung Keereelang - Tailândia
Plakat de exposição assimétrico, criado por Rung Keereelang - Tailândia
Plakat de exposição assimétrico, criado por Joep van Esch - Holanda
Plakat de exposição assimétrico, criado por Joep van Esch - Holanda



PLAKAT SIMÉTRICO DE EXPOSIÇÃO

Plakat simétrico de exposição

  • Aparência geral: A aparência simétrica é principalmente causada pelo comprimento e forma da anal, mas também, a largura, o comprimento e a forma das ventrais e da dorsal desempenham um papel importante [para essa simetria].

  • Corpo: O corpo do Plakat simétrico é mais forte e mais largo que [aqueles] vistos em ambos os tipos assimétricos.

    O corpo também não deve ser maior/menor em comparação ao [conjunto de nadadeiras].

    A linha de topo "boca-dorsal" deve ser lisa [suave] sem mergulhos e inchaços.

    A parte de trás do corpo deve ser quase simétrica (como uma imagem de espelho quando a pessoa imagina uma linha passando pelo meio do corpo) com um pedúnculo forte.

    As escamas no corpo devem ser bem alinhadas.

  • Dorsal: A dorsal tem uma forma retangular que é conseguida com um aumento no número de raios da nadadeira, [bem como], no aumento da ramificação.

    A base da dorsal é igual a 3/4 da largura da anal.

    É importante que ambas, forma e o tamanho, não perturbem o equilíbrio global [da aparência do conjunto do peixe].

    Na situação mais ideal a dorsal sobrepõe a parte superior da caudal.

    Os raios dianteiros (mais próximos da cabeça) devem ser comparáveis em comprimento aos outros raios, e têm que apontar para frente.

    A extremidade dianteira superior deve ser afiada.

    Sobreposição da dorsal ao corpo não é desejável.

  • Caudal: A expansão da caudal é 180 graus, tem raios retos, extremidades afiadas e a forma de um semicírculo ([forma de um] D maiúsculo).

    No meio da caudal, o comprimento dos raios que partem do pedúnculo até extremidade [da borda da caudal] deve ser igual a 1/2 da largura da anal.

    O espalhamento dos raios deve ser distribuído uniformemente com 4 raios [4R - espalhamento secundário] ou mais, sem ficar muito excessivo.

    Uma abertura de caudal maior que 180° (over Half Moon, oHM) não é [tão] desejável quanto uma expansão de [somente] 180°.

  • Anal: A anal tem forma retangular correndo paralela ao corpo.

    O comprimento dos raios é mais ou menos igual aos raios exteriores da caudal e da altura da dorsal, para manter o equilíbrio [estético] global [do peixe].

    Durante a expansão das nadadeiras, [a parte frontal] deve ser direcionada para frente e a parte de trás deve se sobrepor à mais baixa parte da caudal.

  • Ventrais: A forma das ventrais imita a lâmina de uma faca com a extremidade cortante dirigida para trás e devem estar em equilíbrio com o resto das nadadeiras para preservar [a simetria do conjunto].

    As ventrais têm uma aparência cheia, são iguais em tamanho e não cruzam uma com a outra.

    O tamanho das ventrais deve ser igual a, no máximo, a 1/3 da largura da anal.

  • Peitorais: Iguais a de qualquer outro betta de exposição.

FALTAS NO FORMATO E NADADEIRAS
PLAKAT SIMÉTRICO DE EXPOSIÇÃO

  1. Base da dorsal < 3/4 da largura da anal (falta secundária).
  2. Anal e/ou dorsal sem ramificação primária (falta secundária).
  3. Raios frontais (anteriores) da anal e/ou da dorsal são muito pequenos (falta secundária).
  4. Extremidade frontal da anal é muito arredondada (falta secundária).
  5. O comprimento das ventrais é < 1/3 ou > 1/3 da largura da anal (falta secundária).
  6. A ramificação da caudal é menor que 4R (falta secundária).
  7. As extremidades da caudal são ligeiramente encurvadas (falta secundária).
  8. Os raios exteriores da caudal são ligeiramente curvados para fora (falta secundária).
  9. A base da dorsal é maior que 3/4 da largura da anal (falta grave).
  10. A anal exibe uma ponta bastante acentuada (falta grave).
  11. A anal se inclina da frente para trás (forma de trapezóide [apontando para trás]) e/ou a extremidade posterior da anal é substancialmente mais longa que os raios exteriores da caudal (falta grave).
  12. A abertura da caudal é menor que 180 graus (falta grave).
  13. Os raios exteriores da caudal são fortemente curvados para fora (falta grave).
  14. Ramificações excessivas na caudal e/ou na dorsal perturbando a aparência suave do [conjunto de nadadeiras] (falta grave).
  15. Corpo muito pequeno ou esbelto (falta grave).

    TODAS AS OUTRAS FALTAS APLICÁVEIS AOS BETTAS CAUDAL LONGA, [TAMBÉM], SE APLICAM NO JULGAMENTO DOS PLAKATS.

Plakat de exposição simétrico, criado por Morris Gabriel
Plakat de exposição simétrico, criador por Morris Gabriel – Singapura
Plakat de exposição simétrico, criado por Tapongbettas - Tailândia
Plakat de exposição simétrico, criador por Tapongbettas - Tailândia
Plakat de exposição simétrico, criado por Tapongbettas - Tailândia
Plakat de exposição simétrico, criador por Tapongbettas - Tailândia
Plakat de exposição simétrico, criado por Supremebetta - Tailândia
Plakat de exposição simétrico, criador por Supremebetta - Tailândia


Comentários adicionais do autor:

Parte I

O Plakat [tradicional] é sem igual em comparação aos outros padrões dos três subtipos de caudal curta, cada [um deles já] reconhecido como uma classe separada.

Na situação mais ideal, como descrito nos padrões individuais, os três tipos diferentes são facilmente distintos, mas na prática, eles criam um pouco de confusão [para se saber em que subclasse determinado Plakat será enquadrado].

Como esses tipos diferentes são [originários] uns dos outros, por anos de criação seletiva, isto também conduz a tipos intermediários [que não se encaixam exatamente dentro de quaisquer dos padrões descritos anteriormente].

Em exposições pode ser, às vezes, muito difícil alocar um peixe em uma determinada classe, [já que este] pode mostrar características de duas classes diferentes.

Em tal caso os peixes devem ser colocados na classe onde [apresentem menos faltas].

É importante se ter em mente que estes peixes [os "intermediários"] normalmente [não conseguem boa classificação em uma exposição], mas é freqüentemente um bom material para se construir uma linha da qualidade.

Parte II

Para se criar e desenvolver caudais perfeitas dos Half Moons, os criadores de betta selecionam seus peixes [observando] várias características, [tais como] raios e terminações retas, e múltiplas ramificações.

Para se alcançar esta meta e fixar estas características, [acasalamentos entre irmãos - inbreeding] é freqüentemente usado.

A indagação para [se conseguir] o Half Moon perfeito através deste método de procriação [inbreeding], deu lugar a um desenvolvimento no nosso passatempo que influencia enormemente os bettas de exposição como se conhece hoje, o fator "Rose Tail".

Embora haja vários graus de Rose Tails, a característica principal [deste traço] é a sua excessiva ramificação em todos as três barbatanas não pareadas [ou seja, a caudal, a dorsal e a anal - as ventrais e as peitorais, são em pares] que perturbam a aparência suave global do conjunto de nadadeiras.

Em sua forma mais extrema [o traço Rose Tail] resulta em uma caudal em forma de diamante/rosa.

[Nesse tipo de traço], os raios externos da caudal são freqüentemente encurvados para fora, em direção à cabeça do Plakat.

Porém, de acordo com o padrão de caudal Half Moon, esta deve ter a forma de um D [maiúsculo] com raios [externos] retos.

Algumas outras características menos desejáveis que acompanham freqüentemente [a presença] do "fator de Rose Tail " [extremo] são:

  • Um aparecimento desequilibrado (conjunto de nadadeiras pequeno em comparação ao corpo) - Em sua forma ideal, o tamanho desse conjunto deve estar em proporção com o tamanho/volume do corpo.

  • Distribuição irregular das escamas - Em sua forma ideal, devem estar bem alinhadas com tamanhos mais ou menos semelhantes entre si e distribuídas simetricamente pelo corpo.

  • Cor pálida no corpo - Em bettas normais a cor é normalmente mais intensa e melhor distribuída.

Plakat RoseTail Extremo
Exemplo 1 - Um exemplo de um macho jovem com [fator] Rose Tail extremo mostrando uma ramificação extrema na caudal, uma dorsal pequena, ventrais menores, distribuição ruim/assimétrica de escamas no corpo e uma cor pálida. Em sua forma ideal, o tamanho do conjunto de nadadeiras deveria estar em proporção com o tamanho/volume do corpo.

Intensa ramificação de caudal
Exemplo 2 - A intensa ramificação nesta caudal faz com que os raios externos se curvem para a frente. Na situação ideal estes raios deveriam ser diretos. A intensa ramificação também influência a aparência suave da caudal que resultando em uma borda bastante áspera.

Com respeito ao três tipos de Plakat descritos neste padrão, estes problemas [os Rose Tail] são encontrados mais provavelmente nas classes de Plakat assimétrico de exposição e Plakat simétrico, por causa de sua relação com a caudal Half Moon.

Quando os padrões são interpretados corretamente as formas extremas não terão chances em exposições e, em alguns casos, podem conduzir a desqualificação.

Notas do tradutor:

Há, a meu ver, uma confusão por parte do autor no que diz respeito ao fator Rose Tail.

Há dois fatores [eu os chamo de traços] que andam muito juntos, separados por uma tênue linha: o Rose Tail e o Feather Tail.

O traço Rose Tail só apresenta uma forte ondulação no pano das nadadeiras, realmente, devido à forte ramificação presente (8R, 16R, 32R - uns falam, até, em 64R, porém, a olho nu, não se consegue distinguir acima de 8R).

Quando se cruzam reprodutores com altos graus de ramificação, podemos começar a avançar para os Feather Tail (Feather - do inglês, pena de ave), onde a borda da caudal (em alguns casos, também, a anal e a dorsal) começa a apresentar umas pontas suaves em formato de pena de ave, devido à ramificação em cima de ramificação.

Nos Rose Tails, a borda é suave, sem essas fortes protuberâncias que os Feather Tail apresentam (porém, alguns RT podem apresentar suavemente essas protuberâncias).

Não necessariamente ambos os tipos são depreciados, porém, nos casos extremos de Feather Tail - e não de Rose Tails - aí, sim, as observações do autor estão coerentes.

RoseTail caudal dupla
Rose Tail caudal dupla
RoseTail FeatherTail
Rose Tail Feather Tail
FeatherTail Extremo
Feather Tail extremo

Os exemplares acima esclarecem o que acabei de explanar.

Os RTs apresentam, na maioria das vezes, borda lisa e muitas dobras sobre o próprio pano da caudal.

Os bons FTs e/ou RTs/FTs têm a mesma apresentação, somente diferindo no formato da borda - ou em forma bem definida de pena (bem acentuada, porém, mostrando proporcionalidade entre o corpo do peixe e o conjunto de nadadeiras), ou apresentando, de forma espaçada, somente protuberâncias discretas de pontas de penas.

As expressões entre colchetes [xxxx] são comentários adicionais feitos pelo tradutor, de tal modo, a melhorar e/ou explicar melhor determinado texto.

Observação: não sei ao certo as origens das fotos. Por favor, quem souber, informe ao tradutor. vitorchevitarese@gmail.com, para o devido crédito. Desde já, agradeço pela informação.



Joep van Esch
Betta Territory




Vitor Calil Chevitarese (Tradução livre)
vitorchevitarese@gmail.com
Aquarista hobbysta desde 1963, apaixonado pelo Betta e sua genética, com ênfase na disseminação da idéia de preservar, manter e aprimorar as linhagens existentes. Consultor do CEA - Centro de Estudos para Aquariofilia, para assuntos ligados aos Bettas splendens e membro da AQUORIO.


Publicação autorizada pelo autor e tradutor: 11/11/2009

Última Atualização: 22.07.10 13:07

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