Oodinium na criação
de Betta splendens
Resolvi escrever sobre este tema por conta do grande volume de
mensagens que recebo particularmente, em minha caixa postal eletrônica
pessoal ou através da comunidade virtual de criadores de
Betta splendens, hospedada no Yahoo
Grupos®, do qual sou administrador.
É preciso deixar claro que não
tenho habilitação técnica para fazer tratado
científico sobre o tema, tão pouco prescrever medicamentos
ou tratamentos. Sou apenas um aquarista veterano, que aprendeu o
pouco que sabe na base da tentativa, erros e acertos. Portanto,
leia este material, faça suas ponderações pessoais,
pesquise mais sobre o tema, e siga o caminho SUGERIDO, por
sua conta e risco, se achar conveniente.
Se você identificou falhas na argumentação,
informações equivocadas, por favor, escreva-me. Corrigirei
a informação e ficarei agradecido pela ajuda. Toda
ajuda é sempre bem vinda!
O Oodinium é uma doença muito comum
na criação de Bettas, infelizmente.
Se propaga de forma rápida, e pode por a perder sua criação
inteira (larvas, juvenis e adultos), em questão de horas.
Sinais
Apresenta sinais semelhantes ao Ichthyophthirius
(Ictio). Aparecem pontos brancos pequenos espalhados
pelo corpo, nadadeiras e branquias do animal, em seguida aparecem
as lesões na pele, dando aspecto de poeira dourada ou de veludo,
por vezes branco ou amarelo aveludada. Geralmente o animal fica
prostrado, a cauda fica fechada, deixa de se alimentar, a respiração
fica ofegante e observa-se constantes tentativas do animal se coçar
nas paredes e/ou no fundo do aquário. Projetando-se a luz
de uma lanterna sobre o corpo do peixe, esta "poeira"
é facilmente identificada.
Conhecendo o inimigo a ser combatido
Trata-se de um parasita dinoflagelado. Seu ciclo de vida começa
na água. Ele fica a espera de um hospedeiro adequado, de
passagem. Quando o encontra, se fixa nele, geralmente e inicialmente
nas brânquias. Ao conseguir se fixar, forma uma casca dura
para se proteger do meio ambiente a passa a se alimentar das células
da pele do peixe. Nesta fase cística, toma a aparência
de "poeira", cobrindo o corpo do animal. Depois de alguns
dias o cisto se deposita no fundo do aquário, liberando nova
geração de parasitas, realimentando o ciclo.
Tratamento sugerido
- Transfira este peixe para um novo aquário, limpo, livre
da doença. Lavado previamente com água sanitária
e muito bem enxaguado;
- Coloque água limpa neste aquário, isenta
de cloro e/ou metais pesados. Mantenha a coluna d'água
baixa, o suficiente para cobrir o corpo do peixe. Lembre-se, Bettas
respiram essencialemente fora da água, então diminua
o esforço do peixe para subir à tona para respirar.
Bastará a ele virar a boca para cima e puxar o ar;
- Adicione um pouco de sal-grosso
nesta água (sal de churrasco). A ponta de uma colher de
chá de sal-grosso, por litro de água. Isto ajudará
no tratamento;
- Eleve a temperatura da água em 1 °C ou 2 °C.
Aquecedores com
termostatos integrados, submersíveis, são os
mais indicados para este propósito (são mais precisos);
- Adicione um Oodinicida
na água, respeitando as indicações de quantidade
do fabricante. Uso com muito sucesso, há anos, o Oodinicida
da Atlantys®. É barato e eficiente;
- Cubra o aquário com um pano grosso. O aquário
deve ficar totalmente no escuro. Este dinoflagelado precisa da
luz para se manter vivo, enquanto não encontra o hospedeiro
adequado para se fixar. Com a ausência de luz, você
conseguirá interromper o ciclo de vida do parasita.
Por 5 (cinco) dias ininterruptos, troque a água total, adicione
sal-grosso e Oodinicida na água, conforme indicado acima,
mantendo o aquário no escuro o tempo todo.
Geralmente, após o segundo dia de tratamento, o peixe já
parece estar curado, já começa a se alimentar e fica
mais ativo. Apesar disto, continue o tratamento pelo número
de dias sugerido.
Prevenção é a melhor solução
Lembre-se que muitas doenças, inclusive o Oodinium,
acabam se manifestando ou se intensificando em momentos de estresse
do peixe (mudanças repentinas no parâmetros da água,
manejo inadequado, transporte, etc).
Adote como procedimento padrão, sempre que adquirir um novo
animal, colocá-lo em quarentena. O mantenha por 40 dias,
sob atenta observação. Jamais o introduza em aquários
coletivos (fêmeas, no caso de Bettas) ou bateria
de betteiras,
onde haja circulação de água entre os aquários,
sem observá-lo em quarentena.
Se possível, não introduza equipamentos usados em
um aquário, noutro aquário. Tenha equipamentos exclusivos
para cada aquário (puçás,
sifões, pipetas,
etc). Não sendo possível, sempre lave-os muito bem
com água sanitária, enxaguando em seguida, em água
corrente, antes de introduzí-los noutro aquário. Observe
também que suas mãos devem ser lavadas cuidadosamente
e atentamente após manuseio de cada aquário.
Última revisão: 15/10/2011
Fontes:
Última
Atualização: 15.10.11 14:45
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