Metodologia:
Para desenvolver uma armadilha letal de baixo custo foram utilizadas
garrafas PET de 2 litros ou 2,5 litros, cortadas 10 cm abaixo
do gargalo, denominadas de Armadilhas Betteiras.
Peixes da espécie Betta splendens (02) e Macropodus
opercularis (02), conhecidos popularmente como Betta
e peixe-do-paraíso, não necessitam de bomba oxigenadora de água
dentro dos aquários.
Este projeto surgiu após observação direta de aquários, onde
se percebeu que não havia focos de mosquitos por mais que os ovos
fossem depositados no recipiente.
Partindo destas observações e experiências com peixes, conhecendo
o risco iminente de epidemia, os altos índices de infestação predial
e de casas pendentes, surgiu o interesse e a necessidade de criar
uma alternativa que possa somar com as campanhas de combate ao
vetor do dengue e ser usada também para combater outros mosquitos.
Utilizou-se 05 Armadilhas Betteiras para a testagem do trabalho:
| Armadilha 01: |
colocou-se 1,2 litro de água apenas, para
verificar se no ambiente havia mosquitos (controle).
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| Armadilha 02: |
colocou-se 1,2 litro de água e 1 peixe Betta
macho.
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| Armadilha 03: |
colocou-se 1,2 litro de água e 1 peixe Betta
fêmea.
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| Armadilha 04: |
colocou-se 1,2 litro de água e 1 peixe-do-paraíso
macho.
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| Armadilha 05: |
colocou-se 1,2 litro de água e 1 peixe-do-paraíso
fêmea.
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Diariamente foi colocada comida aos peixes e observou-se se havia
ovos ou larvas nas armadilhas. No 8º dia observou-se que no recipiente
01, existiam larvas, os outros não tinham. As observações foram
registradas em caderno de anotações e foi criada uma tabela de
registro.
No 12º dia do experimento houve necessidade de intervir no grupo
controle, pois havia risco de mosquitos eclodirem. As pupas e
larvas foram adicionadas às armadilhas 2, 3, 4 e 5, sendo consumidas
imediatamente.
Foi novamente adicionada água à armadilha 01 – de controle -
obtendo-se respostas parecidas, ou seja, sempre foram encontrados
ovos, larvas e pupas. Nos demais recipientes não havia continuidade
do ciclo biológico do mosquito.
Para se ter certeza de que se tratava do mosquito Aedes
aegypti foram capturados alguns exemplares adultos e foram
observadas as características: patas nas cores preto e branco
e tórax com formato de lira ou ferradura. Estas observações foram
feitas com o auxílio de uma lupa de mão.
A cada 05 dias acresceu-se 50 mL de água aos recipientes para
garantir a elevação do nível da água e compensar a evaporação.
O experimento foi mantido durante 01 mês. No 12º dia, 20º e 30º
dias houve necessidade de intervenção para não ter a emergência
de insetos adultos.
Resultados e Conclusões: