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Tanques para criação de Bettas splendens


TIPOS DE TANQUES:

Vários tipos de tanques poderão ser utilizados para a produção do Bettas splendens, a seguir relaciono aqueles mais usados pelos produtores:

1 - Alvenaria

Este tipo de tanque pode ser construído com o seguinte material:

  1. tijolos de barro ligados com argamassa e embolsados por dentro;
  2. tijolos de concreto ligados com argamassa e embolsados por dentro;
  3. concreto armado tipo 1 (cimento x areia x pedra tipo brita).
  4. concreto armado tipo 2 (cimento x pó de pedra).

O tamanho pode variar de acordo com a quantidade de peixes que se deseja criar, evidentemente, que quanto maior for o tanque maior será a quantidade de peixes que poderá ser acondicionada.

Na maioria dos criatórios no Rio de janeiro são utilizados tanques nas seguintes proporções:

  1. três metros de comprimento, por três metros de largura, por sessenta centímetros de altura; correspondendo a capacidade de 5.400 litros. Esses tanques custavam em média entre R$ 350,00 e R$ 400,00. (preço em junho de 2009, no Rio de janeiro).

    Nesses tanques poderão ser acondicionados, confortavelmente 1000 alevinos, que dependendo das condições climáticas, arraçoamento e das trocas de água, alcançarão o padrão para comercialização entre quatro a seis meses.

  2. quatro metros de comprimento, por três metros de largura, por sessenta centímetros de altura; correspondendo a capacidade de 7.200 litros. Estes tanques custavam em média entre R$ 400,00 e R$ 450,00. (preço em junho de 2009, no Rio de janeiro).

    Nesses tanques poderão ser acondicionados, confortavelmente 1350 alevinos que dependendo das condições climáticas, arraçoamento e das trocas de água, alcançarão o padrão para venda entre quatro a seis meses.

A quantidade de peixes que será colocada em crescimento nos tanques poderá ser regulada, para mais ou para menos, de acordo com o tipo de alimentação, a utilização de aeração, a utilização de plantas flutuantes e principalmente a incidência de renovações da água.

Cabe ressaltar, entretanto, que quanto maior a população, maior será o nível de estresse em função de disputas por espaço, alimentação, etc, que deixarão os peixes suscetíveis a possíveis quedas na imunidade e a consequentes enfermidades.

A titulo de curiosidade vale informar que um produtor conhecido trabalha no tanque tipo B com a quantidade inicial de 4,500 alevinos, sendo que as trocas de água diárias correspondem a 200%, há aeradores mecânicos e a alimentação viva corresponde a 80% do arraçoamento total.

2 - Cavados no chão

Embora apresente um rendimento muito baixo na produção de Bettas, alguns produtores utilizam tanques confeccionados diretamente no chão. Para isso o local deve possuir um solo propício à retenção de água. O custo desses tanques é bem mais baixo do que aqueles de alvenaria. Um tanque nas medidas de vinte metros de comprimento, por cinco metros de largura e sessenta centímetros de altura, correspondendo a sessenta mil litros d'água, custava em média R$ 300,00 (preço em junho de 2009, no Rio de Janeiro).

O inconveniente é que o criador não consegue acompanhar detalhadamente o desenvolvimento dos alevinos e concorre com um grande número de predadores, como por exemplo: traíras, rã, sapo, muçum, cobra, etc.

Alguns criadores confeccionam tanques cavados no chão, com baixa lâmina d'água (20cm de altura) e forram com plástico próprio e obtêm um melhor resultado.

3 -Artesanais de madeira e plástico

Alguns criadores estão confeccionando tanques para criação de Bettas montados com armação de tábuas de obra, nas proporções de 3 metros de comprimento por 30 centímetros de altura. O fundo é o próprio chão de terra ou cimentado. Quatro tábuas são arrumadas formando um quadrado e pregadas uma as outras. O plástico é arrumado sobre a armação e preso com pregos menores à madeira.

Este tipo de tanque possui um baixo custo e de acordo com o tipo do plástico pode durar até um ano.

4 - Piscinas plásticas

As piscinas plásticas constituem um ótimo local para crescimento de alevinos e tem a facilidade de poderem ser removidas de um lugar para outro. Numa piscina de mil litros podem ser acondicionados cerca de duzentos alevinos. A piscina plástica de mil litros custa entre 100,00 a 130,00 (preço em julho de 2009, no Rio de janeiro).


A ÁGUA DOS TANQUES:

Será conveniente que os tanques possuam uma entrada de água (pode ser uma torneira plástica) e uma saída para escoamento (pode ser um cano de pvc que chamamos vulgarmente de ladrão), para que facilite o trabalho de trocas e reposições. Se a água for de boa qualidade e compatível com aquela que o Betta necessite será muito saudável a renovação constante.


A COBERTURA:

Será viável que tanto os tanques de alvenaria, concreto armado, piscinas e outros se sejam cobertos com uma tela para proteção dos Bettas contra os predadores.

Nos tanques cavados no chão é praticamente impossível evitar-se os predadores terrestres e aquáticos, pode-se, porém, evitar os predadores alados que são aqueles que causam maiores prejuízos (exemplos: garças, socó, Martim pescador, bem-te-vi, Siriri e outros).

A titulo de curiosidade, vale relatar que capturamos um pássaro, tipo socó que invadiu uma criação de Bettas, que no seu intestino foram encontrados mais de sessenta Bettas devorados numa única manhã.

Para cobertura dos tanques a maioria dos criadores utiliza tela do tipo sombrite, com um percentual de dezoito por cento de inibição de luminosidade (o metro quadrado deste material custava entre R$ 1,30 a R$ 1,50 - preço em junho de 2006, diretamente na fábrica, em São Paulo).



Wilson Vianna
wovianna@oi.com.br
Graduado em Administração de Empresas pela UNISUAM/RJ. Aposentado pela Petrobrás desde 2004. Graduado em Ciências Biológicas pela UNISUAM/RJ, Pós-Graduado em Biologia Marinha pela UNISUAM /RJ, Membro do International Betta Congress, membro do International Betta Fórum, titular da Piscicultura Vianna (Magé/RJ), relações públicas e articulista da revista Mania de Bicho (RJ). Gestor do Centro de Estudos de Aquariofilia - CEA, membro da equipe de pesquisa Científica "Aquisuam". No momento estuda nutrição, genética e patologias que afetam o Betta splendens e o parasito Camallanus cotti fujita, que afeta o plantel nacional de peixes ornamentais.



Publicação autorizada: 17/08/2010


Última Atualização: 17.08.10 15:13

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