|
Grilos (Gryllus sp.) são animais que procriam com
certa facilidade, e geram uma boa quantidade de filhotes. Podem
ser oferecidos para peixes de água doce (entre eles o Betta
splendens) ou salgada, bastando que sejam selecionados exemplares
de tamanho compatíveis dentro das várias fases de
seu desenvolvimento (variando de 3 mm à 2,5 cm), com o tamanho
da boca dos peixes a serem alimentados. Também podem ser
oferecidos para: répteis, anfibios, aracnídeos, e outras espécies
com bocas compativeis com o tamanho dos grilos.
São animais de fácil digestão, procriam com facilidade e são ricos
em vitaminas e proteínas, além do fato de que podem, por exemplo,
ser alimentados com sardinhas desidratadas, para passarem a ser
ricos em fósforo.
Como criar:
É preciso apenas de algumas caixas plásticas com tampa -
pode-se cortar a tampa e colar tela mosquiteiro para ventilação.
As caixas não podem ser muito pequenas.
- Caixa das matrizes (50/60 litros): você
de deixar um prato com algodão umidecido, para as fêmeas botarem
os ovos, um pote com algodão bem encharcado, para beberem água,
e um pote com ração, que deverá ser uma alimentação bem variada
e de qualidade.
A cada 4 dias os prato com algodão deve ser substituído, e o algodão
com os ovos deve ser colocado na caixa maternidade, para eclosão.
- Caixa maternidade (30 litros): após eclosão
dos ovos, os filhotes deverão ser passados para uma terceira caixa,
a de engorda.
Não se deve deixar os filhotes recém
nascidos mais de 30 (trinta) horas dentro da caixa maternidade,
pois eles começarão a comer os ovos. O ideal é retirá-los
diariamente e passá-los para a caixa de engorda.
- Caixa de engorda (50/60 litros): Os filhotes devem
ficar separados de acordo com o tamanho, não se deve juntar filhotes
muito pequenos com os maiores, pois pode acontecer o canibalismo.
Então prepare 2 ou 3 caixas de engorda, para ir separando
os filhotes por tamanho. Quando estiverem com aproximadamente
5 mm, já podem ficar tudo junto com os de 1 cm.
Em todas as caixas deve-se ter caixas de ovos empilhadas para servirem
de refúgio, quanto mais melhor, a única caixa que não deve
ter uma caixa de ovo como refúgio é a de eclosão, isso para que
seja mais fácil de se tirar os filhotes da caixa maternidade.
Se sua produção de grilos
exceder ao consumo atual de seus pets, você pode desidratar
filhotes, no tamanho que melhor convier aos seus pets, e guardá-los
em potes para uso futuro, com sachê de sílica gel.
Tamanho da colônia:
Quanto à quantidade, não tem muito uma regra, pode-se colocar umas
20 fêmeas para 5 machos. Mas se quiser colocar mais indivíduos
não tem problema, o pior que pode acontecer é que se o local estiver
super populoso, alguns serão predados, então o fundamental é ter
muitos esconderijos formados por caixas de ovos empilhadas, e se
for possível mais de um local com pote de comida.
Como alimentar os grilos:
A alimentação dos grilos deve ser o mais variada possível: frutas,
verduras, legumes, rações de cachorro ou de gato, mas é bom lembrar
que quanto melhor a qualidade da ração, mais saudáveis serão seus
grilos, você também pode oferecer nori (uma espécie
de folha feita a partir de algas marinhas amplamente utilizada em
pratos da culinária japones), spirulina,
etc. Esses animais se alimentam de tudo o que aparecer na frente,
mas sempre escolhem o melhor, e é bom dar preferência para alimentos
mais secos, e as rações, é bom dar uma boa triturada antes de oferecê-las.
Nunca deixe faltar alimento, pois assim
que sentirem fome, se não encontrarem comida, eles começam a se
devorar.
Como distinguir machos e fêmeas:
O dimorfismo sexual dos machos e fêmeas é bem simples, as fêmeas
possuem o ovopositor, que parece com um "rabinho" quase do mesmo
comprimento que o corpo da mesma, e serve para botar os ovos meio
enterrados, os machos ja não possuem "rabinho' nenhum.
Como começar sua cultura:
Você pode comprar inóculo de cultura na web (por exemplo:
www.repteisbrasil.com),
proveniente de biotério, o custo é pequeno.
Não é indicado que se colete insetos na
natureza para alimentar seu pet, pois eles podem transmitir doenças
- o que aconteçe com frequência.
Iezo Lettmann
taxidermia_lettmann@hotmail.com
www.taxidermialettmann.blogspot.com
Biólogo Taxidermista, aquarista amador.
Publicação autorizada: 20/08/2010
Última
Atualização: 20.08.10 15:58
|