Um estudo analítico sobre as máscaras nos
Bettas
Atualmente, pouco se sabe ao certo sobre o comportamento dos genes
que controlam a presença (ou não) das máscaras nos Bettas.
Máscara (ou mask) é como ficou conhecida entre os criadores a característica
de os Bettas apresentarem alguma iridescência na cabeça,
opérculos, cara e boca.
O tipo selvagem apresenta a cabeça, opérculos, cara e boca, totalmente
negras - nos casos dos Bettas escuros - ou totalmente
rosada avermelhada, no caso dos Bettas possuidores
do traço camboja.
Do ponto de vista de o Betta apresentar (ou não)
esse traço, podemos classifica-los em:
- Totalmente sem máscaras (no mask) - o tipo comum - acompanhando
os Bettas selvagens;
- Aqueles com máscaras com falhas devido à falta de iridescência
em alguns pontos da cabeça, opérculos, cara e boca - são chamados
de máscaras parciais ou com máscaras heterozigóticas; e
- Aqueles com a máscara total com essas áreas totalmente cobertas
pela iridescência do restante do corpo; são os chamados full masks
ou máscaras homozigóticas.
Quando comecei a estudar esse traço, achei extremamente confuso
o material disponível - que é irrisório, sem muitas informações
teóricas - e, sem desmerecer o trabalho que li, diria até, meio
difícil de se chegar a qualquer conclusão prática que me permitisse
fazer predições dessa característica nas ninhadas, através dos quadros
de Punnett.
Assim, decidi apresentar um modelo que pudesse facilitar o entendimento
do que acontece nas ninhadas envolvendo cruzamentos entre Bettas
sem máscaras (no mask) e Bettas com máscaras (sejam
elas parciais - heterozigóticos - ou full masks - homozigóticos).
Para isso, observei que:
- Oos Bettas sem máscara (no mask ou comuns) ao
se acasalarem com os Bettas com algum tipo de máscara
(sejam elas máscaras parciais ou full masks), produziam ninhadas
onde a esmagadora maioria - ou quase toda a ninhada - se apresentava
sem qualquer máscara.
Inicialmente, isso mostrava que o gene (ou conjunto de genes)
que atuava na ausência desse traço genético seria dominante com
relação aos que determinariam a presença de máscara no Betta.
Tal hipótese era reforçada pela inexistência de tal característica
nos Bettas selvagens, conforme já comentamos anteriormente,
embora, isso por si só, não fosse uma condição suficiente para
determinar a sua dominância sobre a presença do traço.
- Quando um Betta possui máscara parcial e cruza
com um outro, também, com máscara parcial, vemos que os indivíduos
tendem a aumentar a cobertura das áreas da cabeça, opérculos,
cara e boca, podendo evoluir para full masks ou quase full masks,
ao longo dos acasalamentos subseqüentes.
Devido à essa última observação, suspeitei que os traços (gene
ou conjunto de genes) que determinariam se o Betta
seria de um tipo de máscara ou de outro, poderiam ser co-dominantes
entre si, isto é, eles interagiriam uns com os outros, sem ser
através do processo de dominância e recessividade (que é quando
um aparece, o outro não se manifesta), como é o caso deles com
relação ao que determina a ausência total de máscara (no mask).
Ou seja, quando os dois tipos de alelos que caracterizam os traços
das máscaras (máscara parcial - que chamei de me
- e o full mask - que chamei de mo),
aparecem juntos formando par no alelo, o Betta manifestará
uma máscara intermediária entre a parcial e a total (full mask),
permitindo que, com o tempo e através das futuras gerações, os
descendentes possam evoluir para Bettas full mask.
Em tempo:
A sigla me foi criada por
causa da expressão máscara
heterozigótica e a sigla mo
foi criada por causa da expressão máscara
homozigótica.
Assim, montei a base de premissas do modelo para o estudo das máscaras:
- Betta sem máscara - no mask (que poderá
possuir um dos três conjuntos de alelos):
Mk Mk - é o Betta no mask que não possui
a capacidade de transmitir a característica da máscara;
Mk mo - é o Betta no mask que possui a capacidade
de transmitir a característica full mask; ou
Mk me - é o Betta no mask que possui a capacidade
de transmitir a máscara parcial
Obs.: Mk é o alelo dominante sobre
os alelos me e mo, e que, quando presente no par
de alelos, indica a presença do traço normal do Betta
(ausência máscara - no mask).
- Betta full mask - é o Betta
que possui o par de alelos recessivos mo mo; e
- Betta com máscara parcial - é o Betta
que possui um dos pares de alelos recessivos:
- me me - é o Betta que não possui a
capacidade de transmitir a característica full mask; ou
- mo me - é o Betta que possui a capacidade
de transmitir a característica full mask
Um Betta com o par de alelos
mo me sofreria o processo de co-dominância, produzindo
um tipo intermediário entre o tipo full mask e o com máscara parcial,
porém, mais fechado que um "legítimo" máscara parcial (me me),
já que, se assim não fosse, quando acontecesse a ocorrência desse
par de alelos (mo me), ambos recessivos (e se não houvesse
a co-dominância entre eles), se manifestaria o traço normal, ou
seja, o Betta no mask, o que contrariaria os resultados
obtidos na prática entre os criadores que mexem com esse traço
em suas linhagens.
Agora, definida essa base de premissas, podemos ver como elas poderão
ajudar a prever o que acontecerá nas diversas possibilidades de
cruzamentos envolvendo todos os tipos de situações, no que tange
à presença ou não de Bettas com máscaras (de ambos
os tipos):
1 - Cruzamento de dois Bettas no mask:
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Mk
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Mk
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Mk
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mo
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Mk
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me
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Mk
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Mk Mk
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Mk Mk
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Mk mo
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Mk Mk
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Mk me
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Mk Mk
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Mk Mk
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Mk Mk
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Mk mo
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Mk Mk
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Mk me
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Mk Mk
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Mk Mk
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Mk mo
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Mk Mk
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Mk me
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Mk mo
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Mk mo
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Mk mo
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mo
mo
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mo me
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Mk mo
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Mk Mk
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Mk me
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me
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Mk me
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Mk me
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Mk me
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mo me
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Mk me
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me me
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Vamos entender esse quadro de Punnett acima:
Ele é o conjunto de nove possíveis acasalamentos distintos, a saber:
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Mk
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Mk
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Mk
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Mk Mk
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Mk Mk
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Mk
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Mk Mk
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Mk Mk
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Mk Mk
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Mk mo
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Mk Mk
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Mk mo
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me
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Mk
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Mk Mk
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Mk me
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Mk
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Mk Mk
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Mk me
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E assim, sucessivamente.
Como resultado, temos três casos de máscaras parciais (8%), um
caso de máscara total (3%) e a restante e esmagadora maioria
de Bettas no mask (89%).
Desses Bettas sem máscaras, há aqueles portadores
de quaisquer dos tipos de máscaras (parciais e full masks), assim
distribuídos:
- Mk me - Betta no mask portador de máscara
parcial ou heterozigótica (22%); e
- Mk mo - Betta no mask portador de full
mask ou máscara homozigótica (22%)
2 - Cruzamento de um Betta no mask, com um Betta
com máscara parcial:
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me
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me
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mo
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me
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Mk
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Mk me
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Mk me
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Mk mo
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Mk me
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Mk me
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Mk me
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Mk mo
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Mk me
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Mk
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MK me
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MK me
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Mk mo
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Mk me
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me
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me me
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me me
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mo me
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me me
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Mk me
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Mk me
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Mk mo
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Mk me
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mo
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mo me
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mo me
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mo mo
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mo me
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Temos cinco casos de máscaras parciais (21%), um caso de máscara
total (4%) e a restante e esmagadora maioria de Bettas
no mask (75%).
Dos Bettas com máscaras parciais, há cinco casos
(21%) de máscaras intermediárias - portadores do traço full mask.
Dos Bettas no mask, há aqueles portadores de quaisquer
dos tipos de máscaras (parciais e full masks), assim distribuídos:
3 - Cruzamento de dois Bettas com máscaras parciais:
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mo
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me
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me
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me
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mo
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mo mo
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mo me
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mo me
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mo me
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me
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mo me
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me me
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me me
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me me
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me
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mo me
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me me
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me me
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me me
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me
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mo me
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me me
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me me
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me me
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Temos um caso de full mask (6%)
e a restante e esmagadora maioria de Bettas com máscaras
parciais (94%), dos quais, há seis casos (38%) de máscaras parciais
mais fechadas (portadores do traço full mask) - e nove casos (56%)
de Bettas com máscaras parciais não portadores de
full mask.
4 - Cruzamento de um Betta com máscara parcial
com um Betta full mask:
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mo
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mo
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mo
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mo
mo
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mo mo
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me
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mo me
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mo me
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me
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mo me
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mo me
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me
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mo me
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mo me
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full mask (25%)
máscara parcial (75%)
5 - Cruzamento de dois Bettas full mask:
Fica claro que somente se obterá Bettas full mask
(mo mo x mo mo)
Importante se ter em mente que :
- A suposição de co-dominância entre os genes (ou conjunto de
genes) mo e me - e ambos recessivos para o traço
no mask (Mk), na verdade, só têm sentido para diferenciar
no quadro de Punnett aquele Betta que tem uma máscara
parcial mais fechada (mo me), daquele que não tem (me
me), pois, poderá haver Bettas com máscaras
parciais que não consigam produzir Bettas com máscaras
parciais mais fechadas - daí a suposição dos me me -, enquanto
que outros poderão transmitir algo que permita se obter, mais
à frente, melhores máscaras - os mo me -, até, quem sabe,
produzindo full masks.
Então, o que diferencia uma máscara parcial extremamente fechada
(mo me) - que evoluiu até full mask -, de um "legítimo"
full mask (mo mo)?
Em primeiro lugar, não cogito nesse trabalho a hipótese das existências
de um "legítimo" full mask (mo mo) e um "ilegítimo" full
mask (mo me).
Ambos são fenotipicamente falando - e acredito que, também, geneticamente
falando - a mesma coisa!
Tudo indica que os full masks sejam uma evolução seletiva dos
Bettas com máscaras parciais!
Somente lancei mão desse tratamento para indicar no quadro de
Punnett os "graus" de fechamento de máscara nos pais, de tal modo,
a se poder visualizar as porcentagens nos índices de acertos (ou
não, infelizmente) nessa avaliação, que é muito subjetiva.
Vamos a um exemplo:
Tenho um Betta que possui, na
minha avaliação, uma cabeça quase que completamente
fechada com iridescência.
Então, julguei ser um full
mask e, por esse critério, atribuí a ele (ou ela) a condição mo
mo.
Porém, um outro criador, olhando esse mesmo Betta,
achou que essa máscara, pelo
critério pessoal dele (mais rigoroso), era, ainda,
parcial.
Devido a isso, ele atribuirá a esse mesmo Betta
a condição mo me - ou, no pior dos casos, me me
(se não for tão boa).
Quem está certo do ponto de vista genético? Em princípio, ninguém
poderá afirmar nada.
Somente o tempo poderá dizer quem avaliou melhor esse Betta,
através dos resultados obtidos nas ninhadas subseqüentes.
Como vemos, em alguns aspectos, a coisa continua muito subjetiva,
da mesma forma quando analisamos outras características dos
Bettas.
Por exemplo, a iridescência de determinado betta: uns acharão
que é verde azulado, enquanto outros dirão que é um azul celeste
escuro.
Outro exemplo: o Betta é um PK avantajado, meio
fora de padrão (na relação corpo nadadeiras - um tipo intermediário,
com a caudal um pouco mais alta) ou é um HM com uma relação de
corpo nadadeira meio fora da média - um corpo grande para nadadeiras
não tão desenvolvidas?
A própria análise de o Betta ser HM ou OHM, ser
um bom HM ou não etc., etc.
Somente teremos a certeza se um Betta poderá ser
considerado um full mask se e somente se, não houver nenhuma
falha de iridescência na região compreendida entre as nadadeiras
peitorais e a boca (inclusive). Fora essa condição, sempre haverá
espaço para especulação.
Como sempre, em qualquer traço que estejamos analisando nos
Bettas, haverá sempre os bons (e raros) full masks,
haverá, também, aqueles Bettas com excelentes máscaras
parciais e ainda, aqueles outros exibindo apenas alguma iridescência
na cabeça e opérculos.
- Esse trabalho é uma hipótese, por mim criada, para explicar
e facilitar a análise de qualquer cruzamento envolvendo Bettas
com ou sem máscara, lançando-se mão dos quadros de Punnett.
E, como toda hipótese, deverá ser testada para se constatar se
ela está cobrindo, de forma coerente, os resultados obtidos na prática.
Vitor Calil Chevitarese
vitorchevitarese@gmail.com
Aquarista hobbysta desde 1963, apaixonado pelo Betta
e sua genética, com ênfase na disseminação da idéia de preservar, manter e aprimorar
as linhagens existentes. Consultor do CEA - Centro de Estudos para Aquariofilia,
para assuntos ligados aos Bettas splendens e membro da AQUORIO.
Publicação autorizada: 04/09/2010
Última
Atualização: 06.09.10 14:41
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