Alimentação
bem dosada, variada e balanceada
Em cativeiro podemos oferecer alimentos industrializados,
concentrados, no formato de flocos ou grânules (grãos
triturados), alguns petiscos liofilizados (secos) e ainda alimentos
vivos.
Alimente seu Betta splendens, preferencialmente
2 a 3 vezes ao dia, com ração
industrializada (granulada e/ou flocada). Numa quantidade
suficiente para que não sobre alimento na água,
que seja consumido imediatamente.
Seja exigente na escolha da marca, prefira alimentos
capazes de atender as necessidades nutricionais do animal. Isto
fará toda a diferença na saúde de seu peixe.
Os alimentos industrializados de boa qualidade, suprem todas
as necessidades nutricionais do peixe, ajudam a realçar
e definir as cores, estimulam o crescimento, aumentam a resistência
às doenças, os mantêm mais ativos e com
expectativa de vida maior.
Em seu habitat natural (charcos e plantações de
arroz), o Betta splendens se alimenta basicamente
de mosquitos, larvas e vermes, encontrados em abundância nesses
locais. Se você tiver espaço em sua casa/apartamento,
tempo e vontade, faça culturas de alimentos
vivos. Eles são essenciais na dieta do Betta.
Eis algumas opções:
Artêmia (Artemia
sp.)
Também
chamada de "camarão-de-salina", é um pequeno crustáceo
que vive em lagos ou lagoas cuja água contenha alguma salinidade
(água salobra) ou em salinas (com níveis elevados de salinidade),
e encontram-se em todos os continentes do planeta.
Os náuplios de artêmias, recém-eclodidos, são
um excelente alimento para os peixes recém-nascidos, também
peixes de pequeno e médio porte, com elevado valor nutritivo,
e por isso bastante utilizados por criadores de várias espécies
de água "doce" e "salgada". São fornecidos vivos e agüentam
cerca de 24h com vida dentro do aquário, reduzem o risco de
poluição da água e estimulam o lado predador dos peixes, que
adoram perseguir e "caçar" os seus alimentos.
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Besouro do Amendoim
(Ulomoides dermestoides)
As
larvas deste besouro são extremamente nutritivas e medem
até 12 mm de comprimento, por isto mostram-se como uma
excelente opção para alimentação
de peixes pequenos.
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Blood-Worms (Chironomus
sp.)
Os
blood-worms são larvas do mosquito Chironomus sp e um
alimento muito usado por aquaristas. Apresentam aproximadamente
62% de proteína bruta em sua composição, sendo um ótimo
alimento para a fase de crescimento do Betta.
Pela dificuldade de sua criação, os criadores de peixes preferem
adquirir essas larvas congeladas ou liofilizadas, o que facilita
muito a sua administração.
Branchoneta (Dendrocephalus
brasiliensis)
Lê-se
"branconeta". Também é chamada de "artêmia
de água doce", "camarãozinho" ou
"brancneque ". Os náuplios deste microcrustáceo
de excelente valor nutricional são fornecidos como alimento
vivo para os alevinos e os espécimes adultos, para peixes
maiores. Ao mesmo tempo em que nada, a branchoneta vai se alimentando
do material em suspensão, filtrando com seus apêndices bactérias,
algas, protozoários, metazoários e restos de matéria orgânica.
Podem chegar aos 25 mm, quando adultas e em condições
ideais. Seu ciclo de vida é de aproximadamente 50 dias.
Após serem servidas aos peixes de água doce, se
não forem consumidas imediatamente, sobrevivem para serem
consumidas depois.
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Daphnia (Daphnia sp.)
Vulgarmente
conhecida como "pulga-d'água", seu pequeno
tamanho é particularmente adaptado às diminutas bocas da maioria
dos peixes de aquário de dimensões tratáveis. Seus hábitos filtradores
permitem-nos utilizá-las como veículo para o fornecimento de
vitaminas ou aditivos alimentares aos peixes. Sempre estão disponíveis
em vários tamanhos, tendo em vista sua rápida reprodução.
As daphnias mudam de "casca" (esqueleto externo) continuamente
e logo após esta operação são macias e bastante mais atraentes
para os peixes. Esta "casca" é útil para "limpar"
o sistema digestivo dos peixes.
As que não são consumidas sobrevivem no aquário, onde vão se
alimentando de bactérias, leveduras, matéria orgânica em suspensão,
etc., e dessa forma contribuindo para o asseio do aquário. Vão
se reproduzindo também, sendo os recém-nascidos uma boa comida
para alevinos eventualmente presentes no aquário.
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Enquitréia
(Enchytraeus albidus)
Verme
branco de tamanho reduzido, com alto valor nutritivo, rico em
vitamina, além de ser uma substancial fonte de proteínas, sais
minerais e hidratos de carbono. Ótima fonte de nutrientes
para os peixes.
Sobrevive por várias horas na água dentro do seu aquário.
Para peixes adultos recomenda-se que seja dada apenas três
vezes por semana. Aos filhotes sem restrições, mas de preferência
não como único alimento.
Microfex ou Microtubifex
São
anelídeos parecidos com o Tubifex, são menores, geralmente mais
claros e muito apreciados pelos peixes. Aparecem em culturas
adubadas com matéria orgânica.
Microverme (Anguilula
silusiae)
Excelente
alimento para filhotes e adultos, os microvermes são pequenos
vermes brancos, de forma cilíndrica, que alcançam no máximo
3 mm de comprimento.
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Moina (Moina sp.)
Nutricionalmente,
são similares às artêmias e daphnias.
São menores que as daphnias (1/4 ou menos), permitindo
sua oferta para alevinos bem jovens.
São muito resistentes à falta de oxigênio,
prolíferas, e por serem criadas em água doce, ficam vivas
e se reproduzindo caso não sejam ingeridas.
Paramécias (Paramecium)
Protozoário
ciliado (pelos curtos) que vive na água doce. Tem formato
de sola de sapato, corpo translúcido, mede aproximadamente 2/10
de milímetro. Se reproduz rapidamente por bipartição. Se alimenta
de bactérias, algas, plantas aquáticas microscópicas
e de outros da mesma espécie.
Pode ser utilizado diretamente para alimentar peixes recém-nascidos
ou como base de uma cadeia alimentar para o cultivo de outras
espécies de alimento vivo, como a Daphnia
ou pulga-d'água.
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Spirulina
É
uma alga/bactéria de cor verde-azulada (Cyanobacterium),
de formato espiral (origem do nome). Ela possui taxas de proteína
superior à carne, ovos e peixes, é um ótimo componente no auxílio
ao desenvolvimento muscular dos seres vivos, além de aumentar
significativamente o sistema imunológico.
É indicada para peixes notoriamente vegetarianos, como
kinguios, poecilídeos, ciclídeos africanos e peixes marinhos;
mas pode ser oferecida a todos os peixes, tanto de água doce
quanto salgada. Incluindo os Bettas splendens,
alevinos e adultos, como complemento alimentar.
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Tubifex (Tubifex
sp.)
Tubifex
vivos, congelados ou desidratados reforçam o programa
de alimentação. Estimulam o crescimento do corpo e aumentam
a fertilidade do peixe.
O Tubifex vivo é difícil de coletar na natureza ou de se achar
nas lojas especializadas. Uma vez obtidos, são difíceis de manter
vivos. Por essa razão, a maioria dos criadores preferem usá-los
nas variedades congeladas ou desidratadas.
Na natureza eles vivem em condições muito sujas e são difíceis
de limpar adequadamente, mesmo nas formas congeladas e desidratadas.
Podem ser fontes de doenças parasitárias.
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Verme de Grindall (Enchytraeus
buchholzi)
Pequeno verme branco de aproximadamente 1 cm na fase adulta.
Alimento extremamente rico em proteínas e gorduras.
Suporta climas quentes, muito resistente e fácil de cultivar.
São muito prolíficos e os peixes adoram. São ideais para
o crescimento dos alevinos de muitas espécies, e também para
despertar o apetite de peixes enfermos, debilitados ou que não
aceitam alimento seco comercial.
Verme de Vinagre
(Turbatrix aceti)
Verme
nematódeo diminuto (1 a 2 mm), que se alimenta de bactérias
existentes no vinagre em fermentação. Se mantém vivo
em água doce (não conseguindo se reproduzir nestas
condições), muito mais que os microvermes. Ideais
para alevinos recém nascidos.
Sua cultura é simples e não demanda maiores cuidados.
É recomendável após a colheita, lavá-los
em água corrente muito bem, para não desequilibrar
o pH do aquário. Principalmente em aquários com
pouco volume d'água.
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Ofereça alimentos
vivos 2 ou 3 vezes por semana, se possível variando o
alimento, expandindo as opções do cardápio.
Alguns alimentos vivos, em alguns períodos do ano, são
mais difíceis de se conseguir - geralmente no inverno,
nas regiões muito frias.
Se você pretende procriar Bettas em cativeiro,
deve dominar as técnicas de cultivo e manejo de micro-organismos
e jamais perder de vista que animais (no nosso caso específico,
peixes) se sentem estimulados a procriar, se encontram para si,
fartura de alimentos e vislumbram fartura também para sua
prole.